quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Agente Péfelpudo!

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A Agente Péfelpudo, persistentemente nas suas missões com o seu kit preto de camisola de gola alta preta e o cabelo para dentro da gola alta porque é giro e com as suas calças igualmente pretas com uma abertura de pernas reduzida que a obriga a fazer passos pequeninos e rápidos como um pequeno ratinho à procura do seu queijo, botas felpudas que dão origem ao seu nome de código e portanto imagem de marca jamais deixada de parte, brincos com guizinhos que faz as suas vitimas olhar em volta cada vez que esta se aproxima por não perceberem a origem de tal som e para baralhar ainda mais e desnortear e colocar as suas vitimas num modo sonolento, Agente Péfelpudo trauteia baixinho a musica Nelly the Elephant. Percorre os espaços que consegue invadir com jeito natural e a camuflagem de um bambi bebé que sabe o que quer fazer mas não faz. Tem a sua missão sempre em mente mas desconcentra-se constantemente com as coisas mais mundanas, se invade uma cozinha, parar para petiscar qualquer coisa e abrir o frigorífico para satisfazer a sua curiosidade é algo que tem de fazer, se está num quarto vê as gavetas em busca de algo para si, se está na sala vê revistas, no fundo este Agente Pefelpudo age e reage como se estivesse em casa mas sempre com a sua missão na parte inconsciente da sua cabeça.
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Algo maravilhoso ver este agente em Acção!
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Arquitectura e a Música são amantes.

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A Arquitectura e a Música são amantes.
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Para desalento da Matemática as suspeitas parecem confirmar-se. Partilham o mesmo leito, e para espanto não só da Matemática mas também de todos os irmãos da Música, fazem-no desde sempre. Johann Wolfgang von Goethe bem dizia que a Arquitectura é a Música petrificada. Ou, inversamente, que a Música é a Arquitectura sonora.
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É curiosa esta relação entre as duas artes. Igor Fyodorovich Stravinsky, autor da Sagração da Primavera, escreveu nas suas Crónicas da Minha Vida que não é possivel precisar melhor a sensação produzida pela música do que identificando-a com a que provoca em nós a contemplação do jogo das formas arquitectónicas; Charles-Edouard Jeanneret-Gris, mais conhecido pelo pseudónimo de Le Corbusier disse que fazer Arquitectura é por em ordem. por o que em ordem? Função e Objecto, o que seria da primeira irmã e agora descoberta amante da Arquitectura, sem ordem; Christopher Wren celebre Arquitecto inglês que na sua puerícia ambicionava ser Astrónomo disse que a Arquitectura aponta para a eternidade. Nenhuma outra irmã deseja tanto eternidade como a Música só talvez o seu irmão mais novo, o Cinema; Adolf Loos, Arquitecto Checo precursor do Raumplan disse, que a Arquitectura provoca sentimentos no homem. Desta forma a tarefa do Arquitecto é fazer esses sentimentos mais precisos. A Matemática sente-se aqui deveras traída, porque ninguém procura e ambiciona mais a precisão do que ela e mesmo assim a Arquitectura e a Música são amantes; Siegfried Wagner, filho do grande Richard com o mesmo apelido e neto por parte da mãe de Franz Ritter von Liszt, hesitou muito tempo entre a Música a arte da família e a Arquitectura. Optou pela primeira e, a acreditar na falta de intemporalidade das suas óperas, talvez tenha cometido um erro grosseiro, ou não, optou bem, e a Arquitectura agradece. Ao contrário de Catherine Deneuve que disse que gostava de ter seguido Arquitectura se não fosse actriz. Ganha desta vez o sétimo filho.
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A Matemática eterna apaixonada e platónicamente amante da Arquitectura e ao mesmo tempo companheira fiel da Música e sua interprete cientifica, há longos anos que conhecia a relação incestuosa entre a Arquitectura e a Música. Foi compreensiva. Condescendente. Promiscua, até, no silêncio da denúncia.
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Quem sabe agora, com toda uma nova panóplia de personagens homossexuais e bissexuais e poligâmicas se estas não podem manter uma relação a três. Tirando assim a Matemática das ruas da amargura para um lar quente e organizado.
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Claro, os outros Irmãos, como a Dança, Pintura, Escultura, Teatro, Literatura e até o Cinema e a Fotografia, partilhariam com as ciências fundamentais, como a Física e a Química, o segredo deste adultério.
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base num texto de Rui Sousa Basto
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Princesa do século XXI

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Os tempos mudam, e as princesas de hoje já não são como as de outros tempos nem como as dos filmes. Uma princesa do século XXI não vive num castelo, vive numa moradia. Tem uma janela para a rua mas não é numa torre alta e inalcanssavel. Não quer um Cavaleiro de Cavalo Branco mas um Homem com um Jeep ou um Carro potente. Não casa com quem o Pai quer e manda e pelo contrário numa atitude muitas vezes inconsciente de rebeldia gosta mais de quem o Pai não gosta. Não usa vestidos até aos pés usa mini-saia. Não usa cor-de-rosa e rendinhas mas preto e cabedal. Não tem o cabelo loiro penteado perfeitinho, tem o cabelo escuro e escadeado e penteado em 10segundos em frente ao espelho. Não escreve cartas nem recebe cartas de amor, envia e recebe mensagens do seu telemóvel muitas delas com som e imagem. Não esconde o seu corpo todo e pelo contrário mostra o máximo possível sem quebrar as leis de exibição em espaços públicos. Quando quer provocar não mostra um calcanhar rebeldemente mas o seu fio dental. Não tem as unhas pintadas e cuidadas tem as unhas curtas e ruídas. Não usa saltos altos mas uns ténis, os mesmos, quase todos os dias. À tarde não vai para o jardim apanhar flores vai sim para o café ver o tempo passar. Não sabe latim nem nenhuma língua morta ao contrário disto faz tudo por ter a sua língua activa.
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Eu prefiro Princesas à antiga.
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