terça-feira, 4 de maio de 2010

Finito!

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Venho por este meio informar que não voltarei a escrever na blogosfera.
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Não ando inspirado e até aparecer uma inspiração nada escreverei.
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Obrigado pela paciência.
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domingo, 18 de abril de 2010

Somedays

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Somedays I just walk across the road with looking,
hoping, deep down, a car hapens to be passing.
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Somedays while in the bathtub I rub soap in feet,
hoping I just slip away.
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Somedays I hope my teeth rot out of my mouth,
and that my throat will dry up ,
hoping I won't ever be able to speak again.
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Somedays I hope my nails fall out of the tip my fingers,
so I can't write anymore.
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And my eyes, my eyes would fall out of my face,
so I can not see anymore.
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I push everyone out,
hoping they strugle to get in.
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I've never felt more like myself,
and without news I hate it.
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I continue to accuse god of not existing.
I continue to curse humanity for living.
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I hate every part of right now,
hoping the later will be more mercifull.
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I think and think until I'm numb beyond belief,
or all I can do is fucking cry.
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This endless cycles of highs and lows,
are running me thin.
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It feels like I'm becoming less and less of a person,
with every sunset.
If only I could fade faster.
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I feel I'm better of alone,
We suffer alone and we die alone.
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Friendship is Overrated.
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Priscila Jorge!

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Priscila Jorge estava a marcar a sua presença no templo da musica como um cão que urina na árvore do jardim da estrela, girava lentamente sacudindo esporadicamente os braços ou as pernas como se ouvisse a musica aos pedaços, quando o ritmo acelera abruptamente a marafona desnudada reage novamente como um cão desta vez a responder ao assobio do dono.
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Verdade que neste templo os gerontes e as balzaqueanas pés de chumbo constituíam a maioria dos frequentadores, todos eles amadores mas extremamente convencidos das sua habilidades.
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Mas Priscila Jorge, com o seu vestido de farrapos de lantejoulas pendurados como velhas decorações natalícias, canhestra no rodar das ancas e como que possuída por um cio coreográfico de marabu, urrava meia selvática quando a melodia estendia os seus decibéis a níveis de tortura com a sua dentuça a desfraldar esgares de pavoroso jubilo, agora mais asquerosa que nunca.
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Aposto que na sua mente ela é o expoente máximo e jactante de musicalidade e ritmo no balanceado erótico de um verdadeiro tango e mestre de Pedagogia bailatoria.
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A minha mãe diz-me sempre para não Apostar.
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