terça-feira, 30 de janeiro de 2024

11 de Maio de 2011 - Festa

Em novembro de 1807 o Rei Imperador Napoleão Bonaparte conquistava Portugal e andava atrás do Rei D. Pedro IV e da sua corte como uma formiga atrás de açúcar, para poder chamar a isto tudo França e não Portugal, imaginem, hoje em dia, não havia pastel-de-nata, mas havia um doce que ia ser um resultado meio tunning entre um pastel de natal e uma baguete ou um croissant. Acontece que há mais de 300 anos desde D. João II que já existia o inicio dos serviços secretos portugueses e, portanto, o Rei D. Pedro IV não foi apanhado de surpresa e, piram-se, ele e supostamente mais 4000 pessoas, embarcando com destino direto ao Brasil, deixando Napoleão e todas as suas tropas a ver navios (uma das supostas origens da expressão) na zona de Algés no que hoje é a praia de Algés. 

Esta história que vou contar é basicamente em Algés uns duzentos anos depois.

Mais uma sexta-feira com uma festa ou aniversário não interessa, festa simples onde não é preciso organizar nem tratar de nada, a festa ideal. Sou obrigado a ir com uma borbulha na testa, porque não ir não é uma hipótese e não ir por causa de uma borbulha é absurdo, mas o que me causa intriga é a origem desta borbulha, mas enquanto bebo a primeira cerveja em casa decido que provavelmente é por causa do saco de Malteseres que devorei ontem, originalmente eram chamados de Energy Balls, o nome deriva de duas palavras 'malte' e 'teasers', independentemente da grafia, os Malteseres não têm ligação com o povo maltês ou com a cidade de Malta, ou então a origem da borbulha foram nozes, podem ter sido nozes, normalmente são as nozes.

Passo a festa tranquilamente a beber o máximo que consigo porque na realidade nunca sei quando a festa acaba ou quando vou ser expulso, a ignorar a comida porque não faz sentido nesta fase comer, a fingir que danço enquanto ofendo o Dj porque ele falhou os RPM’s na mudança da música e no fundo a vê-lo fazer um trabalho cada vez pior cedendo à minha pressão e que no fundo me dá um certo prazer, tudo isto enquanto mantenho um dedo em cima da minha borbulha da testa porque é melhor aparecer em todas as fotografias com um dedo na testa do que com uma borbulha e porque aparentemente é um bom desbloqueador de conversa virem-me perguntar porque estou com um dedo na testa, em uma palavra divertido.

Como tudo o que é bom chega ao fim, antes de ser expulso é melhor ir embora, efectivamente já toda a gente da festa sabia porque é que eu andava com um dedo na testa, já não estava feliz, se o foco já não apontava directamente para mim, estava a sentir-me pequeno e achei que era a altura ideal de ir embora. Aproveitei o álcool no sangue como elixir amnésico para esquecer o carro e também como combustível para uma caminhada e fomos, eu e uns amigos para uma Discoteca na zona. 

Pelo caminho deixei um deles entreter-se no meu telemóvel para tentar trazer alguma companhia que fosse ter connosco, eu honestamente já não tinha em mim muito mais do que grunhidos algo que por mensagem resulta em nada. Na realidade ele também não conseguiu que alguém viesse mas conseguiu escalar um engate que tinha no telemóvel para algo que eventualmente se tornou bastante sério com uma mensagem nos tons de “vamos ser felizes para sempre”, podia ter sido só “vamos ser felizes” podia, mas não tinha sido a mesma coisa. 

Chegados à Discoteca já num estado demasiado alterado para conseguir fazer desta noite algo memorável, o que se passou foi bastante insignificante como, o Dj da festa, simplesmente entrámos, bebemos, vodka-redbull, porque o coração estava a precisar de uma taquicardia para perceber que não era hora de adormecer, vimos umas dançarinas dentro de umas jaulas individuais e quando percebemos que o espetáculo tinha intervalo decidimos ser nós a dançar dentro das jaulas, isto foi a suficiente gota de água a quebrar a tensão superficial na borda copo para sermos convidados a sair

Hora de dar a noite como concluída já nada de bom podia vir desta noite.

A caminho do carro ainda conseguimos, ignorar as roulottes de hambúrgueres porque ainda não fazia sentido comer, subir para cima um camião porque daria uma boa fotografia, tentar soprar no balão enquanto passamos a pé por uma operação stop fazendo questão de salientar aos policias o quão conscientes estamos a ser em vir a pé, comer hambúrgueres numa roulotte porque já não fazia sentido continuar a não comer.

Chegámos ao carro finalmente o que para nós pareceu três dias depois.

Somos parados na mesma operação stop pela qual tínhamos passado a pé hà três dias antes, porque não conseguimos raciocinar ao ponto de nos lembrarmos que ela lá estava, até o policia que nos mandou encostar percebeu quem eramos e não conseguiu esconder o olhar desiludido, como um pai triste por ver o filho chegar a casa com mais uma negativa, não admiti a derrota e olhei para ele como se fosse a primeira vez que o via e que era parado numa operação stop o que confundiu pelo menos alguns dos seus neurónios policias e ainda perguntei para grande surpresa do resto dos neurónios se ele quer que estacione em paralelo ou em espinha? Pergunta que não dei tempo para ele responder e estacionei da outra maneira possível, que eu chamo, de qualquer maneira. Saímos os três do carro e num raio de naturalidade e simplicidade, como uma andorinha bebé a sair do ninho pela primeira vez, meio a medo, mas com coragem, e vamos embora, mais uma caminhada até casa.

Acordei no dia a seguir, na cama vestido com a chave do carro no bolso e com a borbulha da minha testa infectada e muito pior do que no dia anterior, agora a culpa já não eram nozes nem Malteseres mas sim os meus dedos imundos do dia anterior. 


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Tiro

Um dia vou levar um tiro e quando isso acontecer e uma enfermeira obesa que me vai estar a dar um iogurte clássico da danone à boca disser: "Levou um tiro no peito mas teve imensa sorte, foi a dois centímetros do coração e isso teria sido fatal" aí, vou-lhe dizer enquanto me engasgo infantilmente num pouco de iogurte que vai ficar no pijama 4 dias, "Tive foi imenso azar, por dois centímetros que não me falhou!"

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Porque os Cães lambem os Tomates


Os cães lambem os tomates ponto assente, não há duvidas, não há "Ah e tal", não há mais nada excepto um mas...

MAS, há sempre aquela graça quando se vê um cão fazê-lo, algo que devia ser feito na privacidade do lar mas também não posso esquecer que eles fazem pupu na rua, anyway, a graça diz: "Porque é que o cão faz aquilo?" ahm, não sei... "Porque pode! Ahahaha" muita giro sim senhor, ora, aparentemente no mundo masculino ou na grande percentagem dele os cães (e outros animais que também o fazem) são muita fixes e são um ponto alto do mundo animal, são como o Burj Khalifa dos Arranha-Céus!

Agora, os cães lambem os tomates porque podem ou porque não têm alternativa?

Eu não sou cão e não quero lamber os meus tomates, e pequena curiosidade à parte se fosse cão também não queria lamber os meus Tomates e honestamente se pensar nisto, se eu fosse um cão também não queria coçar os meus tomates porque parece que todos os membros do mundo canídeo têm Parkinson nas patas no que toca a coçar qualquer parte do corpo ou qualquer coisa, por isso eu tinha medo de utilizar essa habilidade nos meus tomates, (partindo do principio que conseguia claro) e acredito que já não havia cães no mundo se eles conseguissem coçar os seus tomatinhos.

Portanto Moral da História e a minha resposta à pergunta jucosa "Porque é que o cão 'tá a fazer aquilo?"

"PORQUE NÃO TÊM ALTERNATIVA"

Boom

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Chá de Menta e um Cup Cake


É o kit domingo, é kit final de tarde, é kit verão, é kit inverno, é first aid kit, é kit filme, é kit sol, é kit chuva, é kit verão e é kit inverno, é kit ler, é kit escrever, é kit kit, é kitkat, não é hello kitty nem o K.I.T.T. do Michael Knight, é kit filme, é kit querido, é kit sozinho, é kit acompanhado, é kit exterior, kit interior, é kit a cores, é kit a preto e branco, é kit minimalista, é kit impressionista e expressionista, é kit festa, é kit date, é kit mingle, é um kit que nunca fiz

Quero fazê-lo contigo quero desconcentrar-te enquanto o fazes.

Vai sair lindo à mesma.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Musa!


Musa que não vais ter uma aventura
Dessas que acontecem numa altura
E depois desvanecem
Sem lembrança boa ou má
E por isso se esquecem

Parvoíces, isto é a musica do Rui Veloso e não tem nada a ver com o que quero falar,

Musa, o que é que musa quer dizer? e porque é que supostamente preciso de uma para escrever?
Não preciso de Musas para viver! Não preciso de Musas para ser feliz! Não preciso de Musas para sorrir!
E no entanto estes 291dias de silêncio implicam que preciso de uma para escrever!

Isto quer dizer que já tenho uma Musa?
Acredito que não.

Encontrar uma Musa é o que sente um Porco Espinho quando encontra um Ananás.

Não senti nada disto


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O Melhor Número!

.
O melhor número?
Sim, existe só uma resposta correcta, mais poderoso do que se Chuck Norris fosse um número!
Para quem está a Pensar 5013550738 porque ao contrário se lê BELOSSEIOS, está errado..
.
O melhor número é 73.
.
73 é o 21º número primo
o espelho de 73 é 37 que é o 12º número primo, cujo espelho, é 21,
é o produto da multiplicação de...
.
segurem a respiração...
.
7 e 3!
.
Em binário, 73 é um palíndromo: "1001001"
Cujo contrário é "1001001" exatamente o mesmo.
.
e mesmo assim o Chuck Norris não é o 73 dos números porque ao contrario é apenas "Sirron Kcuhc".
.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Avatar

.
Acordei com um pensamento obscenamente estranho, no filme Avatar quando um menino e uma menina Omaticaya fazem o amor, fisicamente menos selvagem porque não há urros nem silvos nem investidas à bruta, mas teoricamente mais selvagem do que o normal, porque por muitos sentimentos bonitos que eles exprimam pela natureza e por muito elegantes que sejam eles são de Pandora e Pandora é simplesmente um Planeta Floresta e consequentemente eles são Selvagens! continuando, quando o fazem, eles ligam os rabos de cavalo, logo os rabos de cavalo deles são tipo o "material" deles..
.
Agora a parte assustadora, portanto, quando eles andam de cavalo ou voam nos passaros, tambem usam os rabos de cavalo..
.
Se eu fosse um cavalo ou um passaro, ficaria muito nervoso ao lado do James Cameron.
.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Courage Vs. Wisdom

.
You, my friend, are a victim of disorganized thinking. You are under the unfortunate impression that just because you run away you have no courage; you're confusing courage with wisdom. Wizard of Oz
.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Diamonds and Gold

.
Women in a relationship want diamonds, while man seek gold. Diamonds, for a woman, are wonderful nights out, romantic attention and emotional connection. Gold for a man is sex. if you give a woman only gold or a man just diamonds, neither will be satisfied.
.
There must be an exchange.
.

Escadas Rolantes

.
Em Inglaterra, quem sobe uma escada rolante, apesar de se conduzir pela esquerda e consequentemente quem está mais à direita devia andar mais depressa mas suponho que seja a influencia do resto do mundo na Inglaterra, encosta-se sempre à direita para deixar passar pelo seu lado esquerdo os que querem andar mais depressa. No metro de Londres, há mesmo sinais a pedir que os transeuntes façam isso e, de facto, as pessoas fazem-no.
.
É um país onde há lugar para quem quer apenas deixar-se levar pela escada e para quem que subir os degraus pelo seu próprio pé. Em Portugal é comum ver duas pessoas paradas, lado a lado, num escada rolante qualquer. Quem quiser andar mais depressa que espere.
.
Na vida também é assim.
.
Há quem se deixe simplesmente levar por ela e há quem queira dar os seus próprios passos e ir a correr nessa imensa escada rolante que a vida é às vezes parece ser. Acredito que esta é uma das maiores incompatibilidades entre pessoas, e por isso mesmo será também a causa do fim de muitas relações. Não há problema nenhum, ou pelo menos eu nunca vi um problema nisso, desde que se suba essa escada como na Inglaterra e não como em Portugal. É só preciso ter a noção que entre quem se deixa levar e quem anda a correr pela escada a cima, vai havendo uma distância cada vez maior.
.
Adeus
.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Finito!

.
Venho por este meio informar que não voltarei a escrever na blogosfera.
.
Não ando inspirado e até aparecer uma inspiração nada escreverei.
.
Obrigado pela paciência.
.

domingo, 18 de abril de 2010

Somedays

.
Somedays I just walk across the road with looking,
hoping, deep down, a car hapens to be passing.
.
Somedays while in the bathtub I rub soap in feet,
hoping I just slip away.
.
Somedays I hope my teeth rot out of my mouth,
and that my throat will dry up ,
hoping I won't ever be able to speak again.
.
Somedays I hope my nails fall out of the tip my fingers,
so I can't write anymore.
.
And my eyes, my eyes would fall out of my face,
so I can not see anymore.
.
I push everyone out,
hoping they strugle to get in.
.
I've never felt more like myself,
and without news I hate it.
.
I continue to accuse god of not existing.
I continue to curse humanity for living.
.
I hate every part of right now,
hoping the later will be more mercifull.
.
I think and think until I'm numb beyond belief,
or all I can do is fucking cry.
.
This endless cycles of highs and lows,
are running me thin.
.
It feels like I'm becoming less and less of a person,
with every sunset.
If only I could fade faster.
.
I feel I'm better of alone,
We suffer alone and we die alone.
.
Friendship is Overrated.
.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Priscila Jorge!

.
Priscila Jorge estava a marcar a sua presença no templo da musica como um cão que urina na árvore do jardim da estrela, girava lentamente sacudindo esporadicamente os braços ou as pernas como se ouvisse a musica aos pedaços, quando o ritmo acelera abruptamente a marafona desnudada reage novamente como um cão desta vez a responder ao assobio do dono.
.
Verdade que neste templo os gerontes e as balzaqueanas pés de chumbo constituíam a maioria dos frequentadores, todos eles amadores mas extremamente convencidos das sua habilidades.
.
Mas Priscila Jorge, com o seu vestido de farrapos de lantejoulas pendurados como velhas decorações natalícias, canhestra no rodar das ancas e como que possuída por um cio coreográfico de marabu, urrava meia selvática quando a melodia estendia os seus decibéis a níveis de tortura com a sua dentuça a desfraldar esgares de pavoroso jubilo, agora mais asquerosa que nunca.
.
Aposto que na sua mente ela é o expoente máximo e jactante de musicalidade e ritmo no balanceado erótico de um verdadeiro tango e mestre de Pedagogia bailatoria.
.
A minha mãe diz-me sempre para não Apostar.
.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Apolo vs. Afrodite

.
Já houve tempos, pensou Apolo ao investir ritmadamente, em que dar uma queca ilícita numa Afrodite do século XXI na casa de banho era uma coisa excitante. Observou-a enquanto ela encostava as costas á parede preta de tinta escamada, comum gracioso pé apoiado na sanita manchada pela idade. O verniz das suas unhas era a única tinta imaculadamente aplicada em toda a casa de banho. Ela é requintadíssima. Não se pode negar. Era simplesmente a mais bonita das mulheres, a sua beleza enfeitiçava qualquer um. Os olhos (nova investida), o cabelo (nova investida), a boca (nova investida), a pele (nova investida), os seios (nova investida), as pernas (nova investida); não havia um único defeito no seu corpo. Embora isso não fosse um feito fabuloso vindo desta Afrodite. Afinal era a deusa da beleza. Mas mesmo assim pensava Apolo, apesar de ser tão sublime, tinha aquele ar de... bem... tédio? A verdade é que Apolo estava tão entediado com Afrodite que se sentia capaz de gritar. No entanto, o seu orgulho não aguentava o facto de ela poder sentir-se da mesma maneira.
- Pronto vou virar-me - anunciou Afrodite
- Está bem - respondeu Apolo
Pelo menos não ia ter de continuar a olhar para a expressão indiferente e passiva dela.
Afrodite separou-se dele e virou-se de cara para a parede. Arqueou as costas, exibindo as esferas perfeitas das sua nádegas e apoiou-se na parede com as mãos esguias e elegantes. Apolo voltou a entrar nela e continuou com as investidas. Olhando-lhe a nuca, com o cabelo de um negro brilhante descendo em caracóis pela encosta de alabastro que era os seus ombros, Apolo quase conseguia imaginar que estava a ter sexo com a Catherine Zeta Jones. Questionou-se se conseguiria convencer esta Afrodite a falar para ele em galês. Só para introduzir um elemento novo. Daria tudo por uma novidade.
.
Apolo queria sair. Sair de Afrodite, daquela casa de banho, daquela casa, da sua vida.
.
Estava Farto.
.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Bigode!

.
Cá está, outra palavra que aparentemente não faz sentido, bi é um prefixo que significa duplo ou duas vezes, bigode faria sentido se fossem dois e se houvesse também um unigode! Alias devia mesmo era chamar-se Unigode porque normalmente é só um...
.
Seja como for, Bigode vem dos tempos da Idade Média em que os Germanos usavam grandes e farfalhudos bigodes que eram no fundo a sua imagem de marca, passo a explicar, um dia Maria Eulália, surda do ouvido esquerdo desde pequena e cega do olho direito á cerca de duas semanas naquele verão quente de 573 d.C. ao passear-se pela alfama depois da sua compra de especiarias semanal a segunda desde que não via do olho direito, cruzou-se com um Germano fortíssimo com um bigode extraordinário, coisa que Maria Eulália nunca tinha visto e que a atraiu como as moscas se sentem atraídas daquelas coisas que fazem ZZzzzzztt quando as moscas chegam perto demais, este Germano encontrava-se de férias em Portugal exactamente ao mesmo tempo que Maria Eulália tinha perdido a vista direita, coincidências que ambos desconheciam. Este Germano passeava com uma excursão e estava tão admirado com as pequenas ruas de alfama que comentava com os seus amigos numa língua deveras estranha para Maria Eulália, e esta de todas as palavras proferidas só distinguiu a repetição crónica da palavra "By God!" que elucida o entusiasmo vivido por este Germano!
.
Na cabeça de Maria Eulália, ficou associado pelo facial a By God - Bigode!
.
Mais tarde quando ela conheceu Silvestre Jalapeno também ele com um proeminente bigode de reduzidas dimensões comparado com o Germano, esta historia sobre bigode foi a maneira que Maria Eulália arranjou para meter conversa.
.
E desde então a historia pegou!
.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Insónia!

.
Insónia!
.
Gosto de pensar na origem das palavras!
.
Ora, acompanhem o meu raciocínio, "in" é um prefixo tipo indicativo estrangeiro de um número de telefone que temos de marcar quando queremos ligar para a nossa prima que fugiu para o Brasil e que nos liga nas alturas mais desapropriadas devido à diferença horária que ela ainda não compreendeu e que responde sempre: "Oi? Más aqui faiz Sou! né!" e rapidamente desistimos de explicar e encetamos uma conversa com fases de pleno sono, guardamos o número felizes por receber notícias mas ainda meios confusos por serem 4 da manhã e quando ligamos novamente numa outra data com cuidado para não serem 4 da manhã lá, uma delicadeza característica que me persegue desde pequeno como um rolo de papel higiénico que se prendeu no téni na casa de banho da bomba de gasolina da A9, invariavelmente do outro lado atende um brasileiro qualquer que nos diz: "Árô!?" e nós percebemos que não vamos conseguir contactar a prima.
Pronto, isto é um prefixo das Palavras, que designa negação, exemplo: infeliz ou inconstante.
.
In-Sónia! há duas hipoteses, ou quer dizer que não somos a Sónia coisa que se confirma facilmente, ou Sono agora é Sónia e quer dizer que não temos Sono/Sónia.
.
Acordei cedo, estou com uma Sónia!
.
.
Bernardo Maria teve uma ideia, Agua Desidratada!
Abrir a Lata e Misturar com Agua!
.
Brilhante!
.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Letting Go!

.
To let go does not mean to stop caring, it means I can't do ir for someone else.
To let go is not to cut myself off, it's the realization I can't control another.
To let go is not to enable, but allow learning from natural consequences.
To let go is to admit power lessness, which means the outcome is not in my hands.
To let go is not to try to change or blame another, it's to make the most of myself.
To let go is not to care for, but to care about.
To let go is not to fix, but to be supportive.
To let go is not to judge, but to allow another to be a human being.
To let go is not to be in the middle arranjing all the outcomes, but to allow others to affect their destinies.
To let go is not to be protective, it's to permit another to face reality.
To let go is not to deny, but to accept.
To let go is not to nag, scold or argue, but istead to search out my own shortcomings and correct them.
To let go is not to adjust everything to my desires, but to take each day as it comes and cherish myself in it.
To let go is not to criticize or regulate anybody, but to try to become what i dream I can be.
To let go is to fear less and love more.
To let go is to find peace.
.
Letting go takes Love.
.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Agente Péfelpudo!

.
A Agente Péfelpudo, persistentemente nas suas missões com o seu kit preto de camisola de gola alta preta e o cabelo para dentro da gola alta porque é giro e com as suas calças igualmente pretas com uma abertura de pernas reduzida que a obriga a fazer passos pequeninos e rápidos como um pequeno ratinho à procura do seu queijo, botas felpudas que dão origem ao seu nome de código e portanto imagem de marca jamais deixada de parte, brincos com guizinhos que faz as suas vitimas olhar em volta cada vez que esta se aproxima por não perceberem a origem de tal som e para baralhar ainda mais e desnortear e colocar as suas vitimas num modo sonolento, Agente Péfelpudo trauteia baixinho a musica Nelly the Elephant. Percorre os espaços que consegue invadir com jeito natural e a camuflagem de um bambi bebé que sabe o que quer fazer mas não faz. Tem a sua missão sempre em mente mas desconcentra-se constantemente com as coisas mais mundanas, se invade uma cozinha, parar para petiscar qualquer coisa e abrir o frigorífico para satisfazer a sua curiosidade é algo que tem de fazer, se está num quarto vê as gavetas em busca de algo para si, se está na sala vê revistas, no fundo este Agente Pefelpudo age e reage como se estivesse em casa mas sempre com a sua missão na parte inconsciente da sua cabeça.
.
Algo maravilhoso ver este agente em Acção!
.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Arquitectura e a Música são amantes.

.
A Arquitectura e a Música são amantes.
.
Para desalento da Matemática as suspeitas parecem confirmar-se. Partilham o mesmo leito, e para espanto não só da Matemática mas também de todos os irmãos da Música, fazem-no desde sempre. Johann Wolfgang von Goethe bem dizia que a Arquitectura é a Música petrificada. Ou, inversamente, que a Música é a Arquitectura sonora.
.
É curiosa esta relação entre as duas artes. Igor Fyodorovich Stravinsky, autor da Sagração da Primavera, escreveu nas suas Crónicas da Minha Vida que não é possivel precisar melhor a sensação produzida pela música do que identificando-a com a que provoca em nós a contemplação do jogo das formas arquitectónicas; Charles-Edouard Jeanneret-Gris, mais conhecido pelo pseudónimo de Le Corbusier disse que fazer Arquitectura é por em ordem. por o que em ordem? Função e Objecto, o que seria da primeira irmã e agora descoberta amante da Arquitectura, sem ordem; Christopher Wren celebre Arquitecto inglês que na sua puerícia ambicionava ser Astrónomo disse que a Arquitectura aponta para a eternidade. Nenhuma outra irmã deseja tanto eternidade como a Música só talvez o seu irmão mais novo, o Cinema; Adolf Loos, Arquitecto Checo precursor do Raumplan disse, que a Arquitectura provoca sentimentos no homem. Desta forma a tarefa do Arquitecto é fazer esses sentimentos mais precisos. A Matemática sente-se aqui deveras traída, porque ninguém procura e ambiciona mais a precisão do que ela e mesmo assim a Arquitectura e a Música são amantes; Siegfried Wagner, filho do grande Richard com o mesmo apelido e neto por parte da mãe de Franz Ritter von Liszt, hesitou muito tempo entre a Música a arte da família e a Arquitectura. Optou pela primeira e, a acreditar na falta de intemporalidade das suas óperas, talvez tenha cometido um erro grosseiro, ou não, optou bem, e a Arquitectura agradece. Ao contrário de Catherine Deneuve que disse que gostava de ter seguido Arquitectura se não fosse actriz. Ganha desta vez o sétimo filho.
.
A Matemática eterna apaixonada e platónicamente amante da Arquitectura e ao mesmo tempo companheira fiel da Música e sua interprete cientifica, há longos anos que conhecia a relação incestuosa entre a Arquitectura e a Música. Foi compreensiva. Condescendente. Promiscua, até, no silêncio da denúncia.
.
Quem sabe agora, com toda uma nova panóplia de personagens homossexuais e bissexuais e poligâmicas se estas não podem manter uma relação a três. Tirando assim a Matemática das ruas da amargura para um lar quente e organizado.
.
Claro, os outros Irmãos, como a Dança, Pintura, Escultura, Teatro, Literatura e até o Cinema e a Fotografia, partilhariam com as ciências fundamentais, como a Física e a Química, o segredo deste adultério.
.
base num texto de Rui Sousa Basto
.